quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

COMPORTAMENTO


DEIXEMOS DE CONSTRUIR OS LAÇOS DA NOSSA DERROTA


A sociedade é um organismo vivo. Tem suas paixões, desejos, iniciativas, idiossincrasias e o seu poder de transmutação é muito grande.

Em qualquer lugar do mundo, quando uma comunidade organizada se move numa direção, o resultado logo aparece: a construção de um hospital, de posto de saúde, de um abrigo, de uma escola ou mesmo a melhoria daquilo que está em atividade aflora para o bem de todos.

Se um povo quer água tratada, a despoluição ambiental, um trânsito menos caótico e menos violento, podemos estar certos de que isso tudo e muito mais virá em prol dos que se organizam e lutam disciplinar e democraticamente.

Alinhamos esses poucos exemplos para argumentar sobre as várias necessidades e carências que atingem hoje o homem: a fome, a falta de educação, o desamor, a delinquência, os diversos vícios nocivos, a falta de trabalho, a falta de dignidade e por aí vão as nossas mazelas.

Tudo isso parece infindável e sem solução. Puro engano! Unidos podemos derrubar essas e outras barreiras que nos incomodam no cotidiano.

A solidariedade, por exemplo, seria a força que nos ajudaria a combater os males que nos assolam. Mas onde está essa solidariedade? Na atualidade cada qual parece querer isolar-se cada vez mais. Não há mais o sentimento de fraternidade, de parceria. Cada qual que se vire como puder. O que é meu, é só meu. O egoísmo imobiliza-nos. E o resultado é que está à nossa frente. Ninguém pensa em ninguém. Até mesmo dentro do núcleo familiar vemos esse procedimento torpe. As nossas crianças são separadas logo cedo dos seus pais que se obrigam a ser máquinas do falso progresso. Vão para as escolinhas,onde os bens materiais sobejam mas as carícias paternas perdem-se no chão duro e áspero da vida. Os nossos velhos são levados para as clínicas de repouso, pois ninguém tem tempo para cuidar deles.

Lamentamos esse contra-senso. A sociedade é um organismo vivo, como dissemos, que deveria se proteger pela própria ação construtiva. No entanto, inadvertidamente ela tece os próprios laços da sua derrota.

Espíritas, temos um amplo caminho a percorrer. Além de lutarmos pela nossa própria reforma íntima, é preciso que ajudemos a sociedade a se voltar para os verdadeiros valores: a fé, o amor, a humildade, a caridade, a integração social e tudo mais que for benéfico para a nossa evolução espiritual.

A u t o r: desconhecido - Fonte: Correio Fraterno do ABC -  Setembro/1999

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