Repito a pergunta que encima este artigo: você acredita em anjos? Nunca pensou sobre o assunto? Não tem tempo para isso? Você se contenta ouvir que anjo é um ser espiritual ou criação divina que exerce o ofício de mensageiro entre Deus e a humanidade?
Então saiba que por diversas fontes religiosas, artísticas, profanas ou mercantis, ouvimos, le-mos ou enxergamos anjos e isso ocorre nos núcleos religiosos, nos museus, em cartazes, na pro-paganda e nos mais variados meios ou veículos de comunicação. Alguns proporcionam cultu-ra, outros exploram a crendice popular e ainda outros lhe cobiçam os recursos amoedados.
Os anjos são criaturas belas, bem talhadas e que em todos os momentos irradiam paz e conforto. Via de regra os cabelos são loiros e a tez de alvura imaculada. Ora se apresentam como homens feitos, de longa túnica e um par de asas que lhe confere o status de locomoção alada, ora se apresentam como crianças ou jovens de rara beleza sempre equipados com asas. Uma curiosidade que poucos até hoje notaram: não existem anjos do sexo feminino.
Os anjos são dotados de alguns poderes e autonomia e os exercem com certa frequência, ainda que de forma pouco inteligível para nós e um dos exemplos Lucas nos dá no capítulo 1, versículo 11 de seu Evangelho, quando se reporta a esta passagem: “Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus; fui enviado para te falar e te dar esta boa-nova. Eis que ficarás mudo e não poderás falar até o dia em que estas coisas sucedam, visto que não acreditaste nas minhas palavras, que se hão de cumprir a seu tempo”. E Zacarias permaneceu mudo por, aproximadamente, 9 meses (da concepção ao nascimento e escolha do nome de João – posteriormen-te denominado João, o Batizador e, mais à frente, simplificado para João Batista.
Os anjos, e estamos falando como seu eles existissem na exata medida em que nos passaram as informações religiosas, são criaturas incorpóreas e puras na acepção espiritual, e não obstante sua condição imaterial vezes por outra aparecem ou se tornam visíveis aos homens, assumindo a forma corporal. Os evangelhos nos trazem alguns modelos de exemplos, dentre os quais recordamos apenas os episódios que envolveram a anunciação à Isabel, à Maria e a no-tícia aos pastores.
A Teologia ensina que Deus criou os anjos para Seu serviço e glória. E nós aprendemos, também, que todos os anjos cujos nomes tenham a terminação em “el” são anjos bons e notáveis anunciadores, como é o caso de Gabriel que por várias vezes é nominalmente citado na Bíblia. Os mais conhecidos entre nós, além de Gabriel, são Rafael, Miguel, Ariel e Ismael. Eles transitam livremente por toda a Bíblia – do Velho ao Novo Testamento. O único que não fez boa figura foi Lúcifer, pois visto está que seu nome sem a terminação correta de anjo puro não lhe conferia bons antecedentes. Para alinhar-se aos de boa estirpe espiritual deveria chamar-se Lúcifel. Ninguém questiona que a criatura (Lúcifer) falhou quando se pretendeu igualar-se ao Criador, mas ninguém pergunta se a falha não poderia estar na Criação que não anteviu a falência do pupilo e, além do mais, deu-lhe nome não compatível aos bons dotes angelicais. Ou será que somente após a queda é que se houve por bem retificar o nome do decaído? Mistério...
Existem várias ordens de anjos, aliás Anjo é uma ordem além de ser uma classificação divina; as mais conhecidas são as dos Querubins, Serafins e Arcanjos. Ao todo são nove coros ou hierarquias que a Teologia distingue e assim classifica: Tronos, Querubins, Serafins, Dominações, Virtudes, Potestades, Principados, Arcanjos e Anjos. A ordem de elevação é individual e não hierárquica ao que se deduz que é o anjo que eleva a ordem e não esta ao anjo. Assim, quan-do se refere a Miguel, diz-se: Miguel (da ordem) Arcanjo ou, invertendo-se o fluxo das palavras e da colocação bíblica: Gabriel, da ordem dos Anjos.
Não contestamos a existência de anjos. Eles estão espalhados por aí, circulando entre nós e vestindo-se como nós. Às vezes são colegas de serviço, companheiros familiares ou sociais; são os que renunciaram às aquisições materiais para se dedicarem ao semelhante; os que ensinam o caminho, a verdade e a vida num conceito mais amplo do que aqueles que recebemos no lar ou academicamente, porque vivenciam em pensamentos, palavras e atitudes o Evangelho de Jesus. Anjos os são aqueles que respeitam as determinações de Deus e tudo fazem para melhorar o panorama da vida ainda que não recebam aplausos daqueles por quem intercedem.
Sim, anjos existem e muitos são conhecidos de nós sem que parássemos para meditar tal possibilidade e ilustrando tal afirmativa identificamos três deles que pertencem a Ordem de Deus e a Hierarquia ou Coro de Jesus, são eles: Anjo Tereza de Calcutá, Anjo Irmã Dulce, Anjo Chico Xavier, Anjo Divaldo Franco. Mais não é preciso e justiça não faríamos se pretendêssemos nomear todos. Estes que aqui referimos estão sempre com o olhar voltado para os desvalidos e, com certeza, para onde forem ou estejam por nós velarão por todo o sempre.
O Anjo, esteja em que dimensão estiver, longe de ser uma criação divina é um Voluntário de Jesus a Serviço de Deus.


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