
Ah! Tempo de todos os tempos.
Tempo passado, tempo atual, tempo futuro.
Tempo de quem não tem tempo de rir, chorar.
Tempo de quem já não sabe rir ou chorar.
Tempo dos que se espreguiçam na inércia, indolência, lentidão.
Tempo daquele que ainda não descobriu o dever, a solidariedade.
Tempo de quem trabalha todo o tempo.
Tempo dos que não têm tempo para si.
Tempo dos quem têm tempo e ainda assim lhes falta tempo.
Tempo de quem quer tempo...
Tempo para pensar, talvez distanciar e provavelmente abandonar.
Tempo que dá tempo para que alguém ou as coisas se acomodem.
Tempo de enlevo espiritual, de preces e orações.
Tempo de projetar destino e aptidões, de ousar; recomeçar, se preciso.
Tempo de saudade recolhida na distância quase eterna.
Tempo de solidão hospedada no coração vazio de ilusões.
Tempo de amor perdido, distanciado, não procurado.
Tempo que diminui paixão na convivência...
Tempo que aumenta o amor distante.
Tempo que se enluta na desilusão de caminhos desfeitos.
Tempo de esperanças renovadas na fé, na determinação.
Tempo bíblico de antigas guerras, mortes, traições, desmandos.
Tempo moderno de sofisticadas guerras, mortes, traições, desmandos.
Tempo mudado, talvez melhorado, talvez piorado.
Tempo de homens novos e vícios renovados.
Tempo de mulheres renovadas e sempre iguais.
Tempo que não muda a face do sorriso e tampouco a carranca da dor.
Tempo de céu fechado, de chuvas e trovoadas.
Tempo de fartura na mesa e no coração.
Tempo de partir o pão, de repartir a bondade.
Tempo de miséria social e moral.
Tempo de defeitos pequenos e de desregramento habitual .
Tempo de virtudes ocultas.
Tempo que se perde na bruma do tempo.
Tempo dos que esquecem os parentes, amigos, parceiros.
Tempo de quem quer ser lembrado no afeto e nos presentes.
Tempo de angústia, preocupações, separações.
Tempo de paz, união, harmonia, carinho, ternura.
Tempo que ficou para trás nos sonhos, namoricos, fantasias.
Tempo em que todos ficam – bem ou mal.
Tempo de reclamações de quem nada faz.
Tempo de reclamações de quem fez.
Tempo de quem já não quer fazer.
Tempo de quem faz e nada pede.
Tempo de quem já não quer viver.
Tempo de quem não quer morrer.
Tempo de quem renasce através de doutrinas e religiões.
Tempo de perdoar e de ser perdoado.
Tempo de amar animais e desprezar seres humanos.
Tempo de acarinhar cães e gatos e abandonar parentes.
Tempo de respeitar o semelhante.
Tempo de observar o céu com telescópio ou com o coração.
Tempo sem pressa, do fogão a lenha.
Tempo apressado, do microondas e congelados.
Tempo perdido na lamentação derrotista.
Tempo que cura a alma e enobrece o coração.
Tempo de saudade infinda, tempo de esperanças já enrugadas.
Tempo que já foi e que nunca retornará.
Tempo de amar pelos tempos a fora.
Tempo findo, tempo de partir, tempo de dizer adeus.
Tempo passado, tempo atual, tempo futuro.
Tempo de quem não tem tempo de rir, chorar.
Tempo de quem já não sabe rir ou chorar.
Tempo dos que se espreguiçam na inércia, indolência, lentidão.
Tempo daquele que ainda não descobriu o dever, a solidariedade.
Tempo de quem trabalha todo o tempo.
Tempo dos que não têm tempo para si.
Tempo dos quem têm tempo e ainda assim lhes falta tempo.
Tempo de quem quer tempo...
Tempo para pensar, talvez distanciar e provavelmente abandonar.
Tempo que dá tempo para que alguém ou as coisas se acomodem.
Tempo de enlevo espiritual, de preces e orações.
Tempo de projetar destino e aptidões, de ousar; recomeçar, se preciso.
Tempo de saudade recolhida na distância quase eterna.
Tempo de solidão hospedada no coração vazio de ilusões.
Tempo de amor perdido, distanciado, não procurado.
Tempo que diminui paixão na convivência...
Tempo que aumenta o amor distante.
Tempo que se enluta na desilusão de caminhos desfeitos.
Tempo de esperanças renovadas na fé, na determinação.
Tempo bíblico de antigas guerras, mortes, traições, desmandos.
Tempo moderno de sofisticadas guerras, mortes, traições, desmandos.
Tempo mudado, talvez melhorado, talvez piorado.
Tempo de homens novos e vícios renovados.
Tempo de mulheres renovadas e sempre iguais.
Tempo que não muda a face do sorriso e tampouco a carranca da dor.
Tempo de céu fechado, de chuvas e trovoadas.
Tempo de fartura na mesa e no coração.
Tempo de partir o pão, de repartir a bondade.
Tempo de miséria social e moral.
Tempo de defeitos pequenos e de desregramento habitual .
Tempo de virtudes ocultas.
Tempo que se perde na bruma do tempo.
Tempo dos que esquecem os parentes, amigos, parceiros.
Tempo de quem quer ser lembrado no afeto e nos presentes.
Tempo de angústia, preocupações, separações.
Tempo de paz, união, harmonia, carinho, ternura.
Tempo que ficou para trás nos sonhos, namoricos, fantasias.
Tempo em que todos ficam – bem ou mal.
Tempo de reclamações de quem nada faz.
Tempo de reclamações de quem fez.
Tempo de quem já não quer fazer.
Tempo de quem faz e nada pede.
Tempo de quem já não quer viver.
Tempo de quem não quer morrer.
Tempo de quem renasce através de doutrinas e religiões.
Tempo de perdoar e de ser perdoado.
Tempo de amar animais e desprezar seres humanos.
Tempo de acarinhar cães e gatos e abandonar parentes.
Tempo de respeitar o semelhante.
Tempo de observar o céu com telescópio ou com o coração.
Tempo sem pressa, do fogão a lenha.
Tempo apressado, do microondas e congelados.
Tempo perdido na lamentação derrotista.
Tempo que cura a alma e enobrece o coração.
Tempo de saudade infinda, tempo de esperanças já enrugadas.
Tempo que já foi e que nunca retornará.
Tempo de amar pelos tempos a fora.
Tempo findo, tempo de partir, tempo de dizer adeus.
Autor: Gérson Gomide
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