Era uma vez um velho ranzinza, que adoeceu e morreu. A viúva e os filhos vestiram o corpo e colocaram-no no caixão. Quando levavam o falecido para fora da casa que se localizava numa pequena chácara, um dos que carregavam o caixão tropeçou num toco e fez com que o féretro caísse no chão. Com o impacto, o velho que sofrera apenas um desmaio, não havendo, na realidade, morrido, recuperou-se, desembarcou do ataúde e diante do espanto do cortejo, passou a gritar com todo mundo presente.
Viveu, após esse fato, por mais de um ano e cada vez mais chato e ranzinza. Até que um dia adoeceu e bateu as botas. Mais uma vez o corpo foi colocado no caixão e levado pelos parentes. No meio do acidentado trajeto, a sofredora viúva levantou a cabeça e advertiu os carregadores: "Cuidado com o toco!"
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Aquele homem justo morreu e foi para o céu. Foi recebido por São Pedro, que elogiou suas virtudes e lhe disse que podia pedir o que quisesse. O homem retrucou que estava com fome e que queria um telescópio para se distrair.
Deram-lhe um sanduíche, e, enquanto ele estava comendo, apontou o telescópio para o inferno e viu que as pessoas que lá se encontravam estavam se banqueteando com lagosta, filé mignon e caviar.
"Mas como é possível"? perguntou ele a São Pedro. Eu ganho um lugar no céu e só como sanduíche de mortadela"?
"Bem...", justificou São Pedro, "é que não vale à pena cozinhar só para nós dois".
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Definimos a morte como solução de problemas ou como ceifadora da felicidade ou então como o fim das esperanças. Nunca a aceitamos como algo natural e muito nos amedronta encontrá-la em nossas andanças embora saibamos que, tal como a vida, ela nos acompanha em todos os passos, já nos primeiros momentos - Gérson Gomide.
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O general francês Henri, visconde de Turenne, na batalha de Sasbach em 1675, gritou "Não pretendo ser morto hoje!" segundos antes de ser fatalmente atingido por uma bala de canhão.
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Godwin, conde de Wessex, foi acusado de assassinar seu irmão. Para provar sua inocência o conde disse: "Com a mesma segurança que engulo este pedaço de pão, declaro que sou inocente daquele ato." Dizendo isto, morreu engasgado.
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Quando o médico lhe informou a gravidade de sua situação, Lord Palmerston, estadista inglês, respondeu arrogantemente: "Morrer, meu caro doutor! É a última coisa que tenciono fazer."
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Havia em Bagdá um negociante que enviou ao mercado um de seus empregados e este, daí a pouco, voltou ofegante, trêmulo, a dizer:
- Estive agora no mercado, meu senhor, e alguém me atropelou subitamente. Virei-me e percebi que era a Morte. Ela olhou para mim e fez um gesto ameaçador. Empreste-me por favor seu cavalo, pois quero fugir para Samarra, onde a Morte não me há-de encontrar.
O negociante emprestou o animal, e o empregado montou escapando, em rápido galope, para a outra localidade. Mal partiu ele, o comerciante, mesmo vendo que a noite se avizinhava, se dirigiu, por sua vez ao mercado e, vendo a Morte na multidão, aproximou-se e indagou:
- Por que fizeste ao meu criado um gesto de ameaça há pouco?
- Não o ameacei, respondeu a morte. - Mostrei-lhe apenas, com meu gesto, a surpresa que me causava sua presença em Bagdá, pois eu tinha um encontro marcado com ele, hoje, logo à noite em Samarra.
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Estava sendo enterrada uma mulher que em vida fôra muito antipática em sua comunidade. De gênio violento e explosivo, ela atormentava o marido, maltratava os filhos sem dó nem piedade e brigava com os vizinhos.
O dia do enterro foi quente e abafado; ao terminar o ofício, estourou uma violenta tempestade. Houve um tremendo relâmpago seguido por um trovão ensurdecedor. "Bem", comentou um dos parentes, "ela já chegou lá".
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Um jovem corretor de seguros acabava de completar seu treinamento interno e, com a tarifa na mão, rumou para uma área rural, onde viu um lavrador arando. Fazendo-lhe sinal para que parasse, o corretor avidamente repetiu seus argumentos de venda decorados, cobrindo um sem número de razões pelas quais o lavrador deveria deixar bem amparados os seus entes queridos. Após deixar o corretor dizer tudo, o lavrador sacudiu a mão e respondeu:
- Rapaz, quando eu morrer quero que seja um dia triste... para todo o mundo!
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Na Grécia antiga existiu um sábio que atendia por Sócrates. Homem bom, maravilhoso e extremamente preocupado em ensinar, aos que o seguiam, o verdadeiro sentido e rumo da vida; desta forma não poderia, como não pôde, poupar os poderosos que manipulavam o poder, e estes o prenderam. Seus amigos lhe trouxeram a triste notícia de que fora condenado à morte através da cicuta, poderoso veneno que deveria ingerir obrigatoriamente, e ele sorriu diante de tal revelação.
O senhor, querido mestre, precisa estar preparado para o dia derradeiro - disseram-lhe. E ele, demonstrando coragem e compreensão para com os homens, a vida e a morte, continuou com o sorriso nos lábios -, e foi sorrindo serenamente, que aduziu:
- A vida inteira passei preparando-me para a morte.
- Como? de que forma, se nunca percebemos?
E o bondoso sábio, o maravilhoso homem respondeu:
- Nunca fiz mal a ninguém. Nem às ocultas e tampouco abertamente.
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A morte é o principal recurso que a vida dispõe para manter o equilíbrio e a evolução do mundo e, principalmente, do gênero humano - Gérson Gomide.
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Depois do nascimento, a morte é a única e irrevogável verdade da vida. Se encarada com temor, terror ou calma tal deve-se aos atos e sentimentos do personagem - Gérson Gomide.
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Em ponto morto: Um rico, muito sovina, no seu leito de morte, chamou seu fiel motorista, que trabalhava com ele havia muitos anos e a quem sempre recomendava que aproveitasse a descida para economizar combustível.
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Disse o moribundo: - Vou fazer uma viagem longa e difícil; pior que qualquer das que você fez comigo.
-Bem, patrão – observou o motorista procurando confortá-lo – pelo menos há um grande consolo: vai ser toda em descida.
Viveu, após esse fato, por mais de um ano e cada vez mais chato e ranzinza. Até que um dia adoeceu e bateu as botas. Mais uma vez o corpo foi colocado no caixão e levado pelos parentes. No meio do acidentado trajeto, a sofredora viúva levantou a cabeça e advertiu os carregadores: "Cuidado com o toco!"
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Aquele homem justo morreu e foi para o céu. Foi recebido por São Pedro, que elogiou suas virtudes e lhe disse que podia pedir o que quisesse. O homem retrucou que estava com fome e que queria um telescópio para se distrair.
Deram-lhe um sanduíche, e, enquanto ele estava comendo, apontou o telescópio para o inferno e viu que as pessoas que lá se encontravam estavam se banqueteando com lagosta, filé mignon e caviar.
"Mas como é possível"? perguntou ele a São Pedro. Eu ganho um lugar no céu e só como sanduíche de mortadela"?
"Bem...", justificou São Pedro, "é que não vale à pena cozinhar só para nós dois".
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Definimos a morte como solução de problemas ou como ceifadora da felicidade ou então como o fim das esperanças. Nunca a aceitamos como algo natural e muito nos amedronta encontrá-la em nossas andanças embora saibamos que, tal como a vida, ela nos acompanha em todos os passos, já nos primeiros momentos - Gérson Gomide.
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O general francês Henri, visconde de Turenne, na batalha de Sasbach em 1675, gritou "Não pretendo ser morto hoje!" segundos antes de ser fatalmente atingido por uma bala de canhão.
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Godwin, conde de Wessex, foi acusado de assassinar seu irmão. Para provar sua inocência o conde disse: "Com a mesma segurança que engulo este pedaço de pão, declaro que sou inocente daquele ato." Dizendo isto, morreu engasgado.
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Quando o médico lhe informou a gravidade de sua situação, Lord Palmerston, estadista inglês, respondeu arrogantemente: "Morrer, meu caro doutor! É a última coisa que tenciono fazer."
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Havia em Bagdá um negociante que enviou ao mercado um de seus empregados e este, daí a pouco, voltou ofegante, trêmulo, a dizer:
- Estive agora no mercado, meu senhor, e alguém me atropelou subitamente. Virei-me e percebi que era a Morte. Ela olhou para mim e fez um gesto ameaçador. Empreste-me por favor seu cavalo, pois quero fugir para Samarra, onde a Morte não me há-de encontrar.
O negociante emprestou o animal, e o empregado montou escapando, em rápido galope, para a outra localidade. Mal partiu ele, o comerciante, mesmo vendo que a noite se avizinhava, se dirigiu, por sua vez ao mercado e, vendo a Morte na multidão, aproximou-se e indagou:
- Por que fizeste ao meu criado um gesto de ameaça há pouco?
- Não o ameacei, respondeu a morte. - Mostrei-lhe apenas, com meu gesto, a surpresa que me causava sua presença em Bagdá, pois eu tinha um encontro marcado com ele, hoje, logo à noite em Samarra.
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Estava sendo enterrada uma mulher que em vida fôra muito antipática em sua comunidade. De gênio violento e explosivo, ela atormentava o marido, maltratava os filhos sem dó nem piedade e brigava com os vizinhos.
O dia do enterro foi quente e abafado; ao terminar o ofício, estourou uma violenta tempestade. Houve um tremendo relâmpago seguido por um trovão ensurdecedor. "Bem", comentou um dos parentes, "ela já chegou lá".
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Um jovem corretor de seguros acabava de completar seu treinamento interno e, com a tarifa na mão, rumou para uma área rural, onde viu um lavrador arando. Fazendo-lhe sinal para que parasse, o corretor avidamente repetiu seus argumentos de venda decorados, cobrindo um sem número de razões pelas quais o lavrador deveria deixar bem amparados os seus entes queridos. Após deixar o corretor dizer tudo, o lavrador sacudiu a mão e respondeu:
- Rapaz, quando eu morrer quero que seja um dia triste... para todo o mundo!
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Na Grécia antiga existiu um sábio que atendia por Sócrates. Homem bom, maravilhoso e extremamente preocupado em ensinar, aos que o seguiam, o verdadeiro sentido e rumo da vida; desta forma não poderia, como não pôde, poupar os poderosos que manipulavam o poder, e estes o prenderam. Seus amigos lhe trouxeram a triste notícia de que fora condenado à morte através da cicuta, poderoso veneno que deveria ingerir obrigatoriamente, e ele sorriu diante de tal revelação.
O senhor, querido mestre, precisa estar preparado para o dia derradeiro - disseram-lhe. E ele, demonstrando coragem e compreensão para com os homens, a vida e a morte, continuou com o sorriso nos lábios -, e foi sorrindo serenamente, que aduziu:
- A vida inteira passei preparando-me para a morte.
- Como? de que forma, se nunca percebemos?
E o bondoso sábio, o maravilhoso homem respondeu:
- Nunca fiz mal a ninguém. Nem às ocultas e tampouco abertamente.
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A morte é o principal recurso que a vida dispõe para manter o equilíbrio e a evolução do mundo e, principalmente, do gênero humano - Gérson Gomide.
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Depois do nascimento, a morte é a única e irrevogável verdade da vida. Se encarada com temor, terror ou calma tal deve-se aos atos e sentimentos do personagem - Gérson Gomide.
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Em ponto morto: Um rico, muito sovina, no seu leito de morte, chamou seu fiel motorista, que trabalhava com ele havia muitos anos e a quem sempre recomendava que aproveitasse a descida para economizar combustível.
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Disse o moribundo: - Vou fazer uma viagem longa e difícil; pior que qualquer das que você fez comigo.
-Bem, patrão – observou o motorista procurando confortá-lo – pelo menos há um grande consolo: vai ser toda em descida.
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