Iniciais de um nome que secularizou o seu portador nos sítios mineiros como o homem mais importante do Século XX.
Exatamente no dia 02 de abril a comunidade espírita em especial, e o Brasil, num todo, comemora o centenário do nascimento de Chico Xavier.
Histórias a seu respeito são inúmeras; algumas, inclusive fruto da imaginário popular ou daqueles que por um motivo ou outro com ele mantiveram algum contato ou dele ouviram falar.
Como todos aqueles que adquirem conceito ou reputação de líderes, foi exaltado por uns e criticado acerbamente por outros. Como cristão deveria agradar a todos os que têm por princípio religioso o cristianismo, mas assim não ocorreu; entretanto, despertou simpatia em religiosos e seguidores de denominações religiosas não cristãs.
Foi submetido a pesquisas e situações, inclusive vexatórias, mas em nenhum momento fugiu da vocação espírita e jamais abandonou o espírito cristão que norteavam todos os seus passos e que se encarregavam de dar às suas palavras e voz o timbre da generosidade e da compreensão.
Mesmo nascido num lar extremamente pobre jamais enveredou por caminhos que pudessem no momento ou de futuro enodoar seu histórico. Desde os iniciantes espaços de tempo de vivência terrena; no engatinhar ou nos passos ainda vacilantes e infantis, defrontou-se com a escassez do alimento para suprir a necessidade basilar da sobrevivência; necessidade essa secundada por outras, tais como amor, compreensão e carinho materno precocemente arrebatados pelo decesso de sua ascendente materna, como também a carência de segurança e diretriz em razão de absoluta falta de tempo e de recursos pessoais e educacionais de seu genitor.
No batismo recebeu o nome de Francisco de Paula Cândido, em homenagem ao santo do dia de seu nascimento. Por motivos que só a ele diz respeito, mas que deriva da renúncia à fé católica. Quando perfilhou a Doutrina Espírita, adotou o patronímico paterno "Cândido", passando a denominar-se Francisco Cândido Xavier, assim legalmente oficializado no ano de 1966.
Francisco Cândido Xavier, ninguém melhor do que ele para carregar como sobrenome o adjetivo "cândido", que representa pureza, inocência, candura.

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