O ano não foi exatamente como queríamos? Entretanto, se fizermos o balanço, com certeza concluiremos ter recebido bem mais do que demos. Muitas de nossas conquistas fomos buscá-las no amplo reservatório acumulado lá no fundo da alma. Ali estão preciosas reservas deixadas por nossa própria experiência, juntamente com outras depositadas por terceiros em nosso favor.
Muitos daqueles depositantes não estão mais conosco. Alguns deles podemos identificar pelo nome. Ou pela forma carinhosa como os chamávamos: papai, mamãe, mano, amigo... Talvez um mestre que nos legou lições de vida importantes para a hora da crise. O momento é próprio para chamá-los todos ao nosso convívio, pela lembrança carinhosa em forma de prece.
Há outros, a maioria, que não estiveram conosco nesta jornada. Talvez nem saibamos seus nomes. Mas, quantos benefícios nos legaram! A respeito deles, Albert Einstein disse certa vez: “Cem vezes, todos os dias, lembro a mim mesmo que minha vida interior e exterior depende dos trabalhos de outros homens, vivos ou mortos, e que devo esforçar-me a fim de devolver na mesma medida em que recebi”.
A vida é uma imensa rede de solidariedade que alimenta e faz sua riqueza. Razões existem para comemorar, agradecer e retribuir.
Palavras sobre incentivo, motivação, desenvolvimento, otimismo e esperança, nada disto é útil a não ser que façamos algum coisa. Sempre temos algo para superar e, para mudar alguma coisa em nossa vida e para corrigir algo é preciso ação. Este é o segredo da mudança, é o segredo do sucesso. Tal como no início de uma filmagem, o diretor dispara: “AÇÃO!” Assim dá-se início à criação.
Em um livro havia a seguinte charada: há cinco sapos em cima de um tronco. Um tem intenção de saltar. Quantos restam? Cinco! Intenção não é fazer. A realidade é que só mudamos alguma coisa através da ação.
Ler e falar com outros sobre formas de mudar pode trazer-nos esclarecimentos e apoio, mas e necessário fazer, colocar as mãos na massa e experimentar. Agindo é que ficaremos mais perto do resultado e isso acontece porque o cérebro aprende através da experiência. Tal como no futebol, não é a equipe que tem intenção de ganhar que vence, mas a que faz mais gols.
Então, neste próximo ano... mãos à obra e feliz vida nova!
Agradecemos a companhia e desejamos a todos um ano novo, realmente novo, repleto de muita saúde, trabalho e Ação!
Publicado no jornal "IMPRENSA" da cidade de Tietê/SP., em 8 de janeiro de 2011
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