sexta-feira, 2 de abril de 2010

FAZER DA MELHOR MANEIRA COMO O MESTRE ENSINOU - Autor: Francisco Rebouças


"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que
houve também em Cristo Jesus". – Paulo, Filipenses, 2:5

Na vida somos levados a fazer a todo instante alguma coisa, mas raros são aqueles dentre nós que não precisemos ter nova oportunidade de reencarnar, sem a obrigação de voltar à vida física para desfazer ou mesmo refazer o que não fizemos com esmero. Isso sem falar nas inúmeras outras oportunidades que desperdiçamos: as horas do dia de forma ociosa, indiferente e irresponsável.

Sem o senso moral adequadamente desenvolvido, nos mantivemos escravos da preguiça, movimentando-nos na inutilidade, o que nos impõe a rigidez da Lei a uma volta à vida material com sérios comprometimentos e com a difícil tarefa de desenvolver na presente existência, não só os deveres de hoje, mas também a responsabilidade de desfazer na teias da inércia que tecemos outrora.

É preciso que entendamos, desde já, que somente estarão dispensados da necessidade de reparação ou corrigenda aqueles que se inspirarem e seguirem as lições e os exemplos deixados por Jesus, no constante exercício de burilamento individual que precisamos imediatamente empreender, contribuindo com nossa efetiva e importante parcela de trabalho que nos com-pete realizar na implantação e desenvolvimento do bem e da paz entre os homens.

Quem realiza algo, tendo por base as instruções contidas nos Evangelhos do Cristo, estará fazendo da melhor forma em proveito de todos, pois, obrará sem a expectativa de remunera-ção, sem impor exigências, sem preocupação de evidência e sem a audácia de exibir superioridade, agindo como o Mestre de Nazaré que, em todas as suas ações, nos exemplificou o verdadeiro sentimento de fraternidade e de caridade que tinha pelo indivíduo e pela coletivida-de.

Mostrou-nos o seu devotamento e respeito às instruções d'Aquele que o enviou, fazendo o bem, sem outra paga além da alegria de estar executando a Vontade do Pai, valorizando a iniciativa caridosa da viúva, transformando Maria de Magdala, dando toda atenção às criancinhas, exaltando a pureza de que são portadoras, multiplicando o pão para milhares de pessoas, reerguendo Lázaro do sepulcro e caminhando para o cárcere, com a atenção centralizada nos Desígnios Celestes, sem deixar em nenhum momento de se mostrar sereno, pacificado e confiante.

Assim sendo, precisamos aprender com Jesus a agir com mãos operosas, de forma decisiva para a felicidade comum, na oportunidade que ora estamos tendo, para que a ilusão dos tempos passados não mais nos influencie com o desânimo no trabalho que precisamos operar, para que, mais tarde, não sejamos visitados pelo fel do desencanto e da amargura, e sigamos resolutos buscando acima de qualquer outro objetivo o de ser útil de modo que possamos sentir a alegria de seguir e viver sob as bênçãos e a companhia de Jesus Cristo em nossos corações.

E-mail do autor: costareboucas@ig.com.br
Fonte: Jornal O Clarim – Matão/SP. – fevereiro/2010

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