sábado, 10 de abril de 2010

M E T A S - Autora: F. Dezorzi


“O importante não é onde você está, mas para onde você está indo.”



O sentimento de inatividade, que muitas vezes o incomoda, nem sempre corresponde a uma realidade. Sempre estamos indo para alguma direção; o que ocorre é que, nem sempre, estamos no comando dessa direção

Quando comandamos nossa vida, quando temos uma meta clara, nosso destino não é tão indefinido quanto parece a olhos desatentos.

Podemos aborrecer-nos por alguns momentos, até por alguns dias, mas não nos perturbamos quanto ao caminho a seguir.

Quando permitimos que a vida nos leve, estamos sem metas, sem direção: estamos inativos.

Mas, mesmo assim, estamos indo para algum lugar, não por iniciativa própria, mas por omissão no papel que nos cabe. Somos, por assim dizer, arrastados; e, nesta condição, passamos a conviver obrigatoriamente com situações e circunstâncias que não aprovamos.

A infelicidade é nossa reação característica. Se permanecemos sem rumo, somos conduzidos, ao invés de conduzir, e passamos a vivenciar circunstâncias fora de nosso planejamento e controle.

A frustração é o sentimento dominante em nossa vida.

Porém, ao contrário de tudo isto, quando estabelecemos metas, estamos definindo nosso rumo, permanecendo no controle da situação.

Metas, orientam. Metas cumpridas, estimulam. Estímulos provocam as ações. Ações bem dirigidas provocam o progresso.

Um objetivo de vida cria movimentos planejados e nos facilita a compreensão das coisas e as tomadas de decisões, pois assim reconheceremos melhor as oportunidades que se nos apresentarem.

A dosagem de alegria que experimentamos em nossa vida está na razão direta das oportunidades que temos consciência de aproveitar ou recusar. Uma vida sem metas torna-se frustrada e triste, ao passo que uma vida planejada, com metas concretas e reais, passa a ser uma experiência fantástica.

Certamente, Deus não nos colocou no mundo para vivermos na condição de meros espectadores, mas sim para que fôssemos ativos colaboradores da obra da criação.

E, nesse contexto, o mínimo que se pode esperar de nós é que devemos organizar e planejar nossas vidas.

Todavia, o correto é que todo planejamento deve seguir diretrizes próprias; diretrizes que devem estar voltadas segundo nossos interesses genuínos de progresso, para depois serem particularizadas e especificadas, seja em termos de solução, de aprimoramento profissional, de crescimento espiritual, ou mesmo um pouco de cada uma dessas coisas.

Nossas diretrizes previnem decepção, estão calcadas em bons propósitos, bons pensamentos e, sobretudo, em valores autênticos, pois são estes que nos orientam para o caminho certo e nos conduzem às metas desejadas, desde que estas metas existam.

Daí a importância das metas e de objetivos de vida.

E, para quem ainda não parou para pensar sobre isto, ou ainda não a tem, uma boa meta será, simplesmente, escolher uma.

Perseguindo uma meta, na dúvida sobre que padrões de conduta adotar, lembre-se dos padrões deixados por Jesus, que podem ser resumidos na orientação: não faça nada que não gostaria que os outros fizessem para você e dirija suas ações no sentido de fazer aos outros o que gostaria que os outros fizessem para você.

Com base nestes princípios, organize e planeje sua vida. Estabeleça suas metas, programe seu crescimento e seja feliz.

Fonte : Revista CRE - Edição :Dez-96/Jan-Fev.97

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