sábado, 10 de abril de 2010

OI, JESUS


Todos os dias, ao meio-dia, um pobre velho entrava na igreja e, poucos minutos depois, saía. Certa vez, o sacristão lhe perguntou o que vinha fazer (pois havia objetos de valor na igreja).

- Venho rezar, respondeu o velho.

- Mas é estranho, disse o sacristão, que você consiga rezar tão depressa.

- Bem, recrutou o velho, eu não sei recitar aquelas orações compridas. Todos os dias, nesta igreja, eu só falo: Oi, Jesus, é o Zé! Num minuto, já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza de que ele me ouve.

Alguns dias depois, o Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital. Na enfermaria, passou a exercer uma grande influência sobre todos: os doentes mais tristes se tornaram alegres, e muitas risadas passaram a ser ouvidas.

- Zé!, disse-lhe um dia a irmã, os outros doentes dizem ter sido você o causador desta mudança na enfermaria, já que está sempre tão alegre...

- É verdade, irmã, estou sempre alegre. É por causa daquela visita que recebo todo dia. Me faz feliz.

A irmã ficou atônita. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. Ele era um velho solitário, sem ninguém.

- Que visita? A que horas?

- Todos os dias, respondeu o Zé, com um brilho nos olhos.

- Todos os dias, ao meio dia, ele vem e fica ao pé da cama. Quando olho em sua direção, ele sorri e diz:

- Oi Zé, é o Jesus!

Autor desconhecido. Fonte Revista CRE, nº 14 – março/maio-98

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