sábado, 19 de setembro de 2009

DEZ MANDAMENTOS DE BEM ESTAR DA ALMA

1. SORRIA
Sorria porque o sorriso é universal e até as plantas e os animais o entendem e o aguardam. Sorria com o sorriso que manifesta alegria, amabilidade, aprovação; fuja do riso que transborda ironia, desdém, malícia. O sorriso é o instrumento do Céu que busca parceiros na Terra para estabelecer ou manter a paz; é como o vôo da ave: não deixa rastro, mas ocasiona admiração. Sorria para que sua vida seja a alegria. Não empreste à fisionomia a expressão de que está num cortejo fúnebre – próprio ou alheio.

2. ESQUEÇA
Esqueça porque esquecer faz bem ao sono e aos sonhos; porém esqueça apenas o que deve e necessita ser esquecido. Os rastros emocionais de sua experiência não devem ser lançados como débito da alma, como despesas do coração ou como encargo da mente. Experiências amargas, doloridas ou decepcionantes não podem afetar o processo de desenvolvimento espi-ritual, tampouco podem diminuir o sentir e cadência do coração e muito menos embaraçar as atividades psicológicas.

3. DESCULPE
Desculpe, porque este é um dos principais preceitos para sobrevivência em sítio de boa vege-tação e clima deleitoso. Para os que sempre justificam atitudes e palavras mal pronunciadas, desculpar não é atitude, é somente verbo transitivo direto, e em todas as ocasiões mal conju-gado. O pedido de desculpa é manifestação da humildade, do reconhecimento da falta cometi-da – involuntariamente ou não. Via de regra, as atitudes e palavras que causam algum trans-torno são provocadas pela emoção, vontade ou situação e até mesmo pelo desconhecimento de fatos. A rogativa de desculpa não rebaixa o ser humano; ela tem como princípio, meio e finalidade esclarecer a dúvida e apaziguar os ânimos.

4. RESPEITE
Respeite, porque essa atitude confirma quem você é, declara qual o seu plano de vida e que proposta oferece aos que convivem perto ou longe de seus sentimentos e racionalidade. A prática do respeito evita envolver-se em conflitos e situações desagradáveis. Todas as regras, placas de sinalizações, regulamentos, determinações e códigos foram criados para preservar o direito e a vida de alguém e toda situação em que tais restrições legais ou comportamentais são transgredidas descobre-se o rosto da indignidade humana. Toda vez que alguém usa e abusa de espaços ou condição de caráter restritos e preservados, pratica o ato de subtração de coisa pertencente à outra pessoa, contra a vontade desta, sempre com a intenção de ter tudo quanto existe ou possa existir como próprios ou de seu uso.

5. COMPADEÇA
Compadeça, porque a compaixão é a capacidade de exercer a razão e o amor, de dizer e fazer algo com intenção religiosa, pois a religião é o atributo número 1 da alma que se descobriu como perfeita e bem acabada. Em toda situação de emergência ou urgência provoque provi-dências de auxílio a quem se encontra em dificuldade. Tenha um coração merecedor de respei-to por seus méritos e qualidades; rejuvenesça os sentimentos desenvolvidos na afeição e ter-nura fraterna e forme círculo em torno do amor, deixando que a atitude dê aureola aos atos compassivos, mesmo porque, toda ação que reflete os atributos da benevolência, magnanimi-dade e socorro estreitam os laços humanos, permitindo distribuir vitalidade ao combalido e novo ânimo a quem está em vias de desistir.

6. PENSE
Pense, porque o pensamento pode levar você ao raciocínio lógico, evitando prejuízos materiais e sentimentais. Palavras ditas num repente, bem como comportamento irrefletido geram mal estar, pedido de desculpa e até desprezo. Pense nisso. Na qualidade de transeunte nestes sítios terrenos, restam-lhe direitos e deveres. Os direitos você os exerce na plenitude; os deve-res só você pode dizer se os exerce; entretanto, em qualquer situação suas palavras ou o con-junto de ações, devem destacar-se pela prévia reflexão para que o verbo e os gestos prove-nham de atividade psíquica consciente, organizada, ponderada. Quem não pensa erra; quem pensa também pode errar, só que neste caso o erro é o resultante da ação, e no anterior, da burreza. No primeiro caso, o lamento é a sentença, no segundo, a experiência é a herança. O filósofo afirmou: Penso, logo existo. O humorista emendou: Penso, logo desisto. Para você a vida é entendimento filosófico ou humor, ainda que trágico?

7. ACREDITE
Acredite, porque acreditando você cria grau de segurança e perspectiva favorável. Crer é supor e intuir boas intenções. Quem acredita deixa as portas abertas para as realizações e conquis-tas. Os atos mais simples do relacionamento humano deixam transparecer que muitos sonhos e desejos se realizam à força da confiança. Julgue ou pense que é provável ou possível e junte esforço à crença. Acredite, acredite em tudo: nos sonhos, fantasias, no amor, no ser humano, pois todos eles se somam para que você tenha uma vida amena, mesmo que sacudida de quando em quando por mudança de cenário ou de roteiro. Acredite no que não pode ser visto, no que já não se crê, mas que existe, porque a própria vida é a crença mais sublime de que podemos realizar, conquistar, usufruir. Acredite em Deus, na mesma dimensão e maneira em que Ele acredita em você. Sua sobrevivência e paz dependem da sua crença.

8. FALE
Fale, porque falar é uma das maneiras pela qual você permite transparecer os sentimentos. Fale, levando em conta as emoções, sem perder o controle das palavras, sem extrapolar o nível da prudência, sem agredir os padrões da convivência sadia. Fale para que todos ouçam; anuncie, ensine, dialogue, comente, pregue. Destaque o ritmo melodioso, as palavras suaves. Não permita que suas palavras sejam arremedos como as do papagaio e aves semelhantes. O aconselhamento bíblico diz que a palavra deve ser sim, sim, não, não; portanto, deixe de lado a imitação burlesca da gíria; a caricatura depreciativa ou cópia malfeita do vernáculo.Que suas palavras ponham-se a prumo do respeito, que se vistam de elegância, que sejam apuradas e que sirvam de orientação de uma ação, de um caminho, de um rumo, de uma direção, e até mesmo de uma vida.

9. TOLERE
Tolere, porque a sobrevivência depende, em muita oportunidade, da tolerância. Você tem que tolerar o livre exercício de outras religiões eis que Deus surgiu para a Humanidade e não ape-nas para uma casta. A arte de sobreviver em paz e harmonia com tudo e com todos é tolerar, suportar-se reciprocamente, demonstrando uma enorme capacidade de indulgência. Nunca faça juízo ou julgamento em desacordo com a realidade e os direitos. Não procure diferença entre o valor aproximado e o valor real, e mesmo encontrando-o, não faça disso um estarda-lhaço. Cada qual dá o que tem, o que pode ou o que deseja dar; exigir mais do que isso é ar-rancar das pessoas aquilo que talvez não possuam ou que desejem sonegar. A tolerância dis-ciplina as palavras, norteia-lhe o comportamento e torna você extremamente confiável.

10. AME
Ame, porque o amor gera, mantém e preserva vidas. Ame de acordo com a formalidade social ou a afinidade imanente, ou seja, por convenção estatuída ou por afeição profunda. Quem ama perdoa e quem perdoa pacifica, reconstrói. Enquanto você não tiver consciência de quanto o amor é importante para uma vida harmoniosa, não saberá qual o rumo e qual o significado da vida. O amor, assim como a vida, não oferece garantias de sorrisos e felicidade perpétuas; entretanto, dá-lhe a certeza de que foi e permanece acolhido em corações carinhosos. O amor decora com ternura as almas que têm estima, refletindo no pensamento a imagem saudosa daqueles com quem se relacionou um dia. Amar o próximo é o mesmo que amar a Deus sobre todas as coisas; amar a Deus é igual a amar o próximo, como a si mesmo. Amar é tolerar, falar, acreditar, pensar, compadecer, respeitar, desculpar, esquecer, sorrir; enfim, o amor sintetiza cada um dos atributos que encimaram estes mandamentos de bem estar.



Autor: Gérson Gomide

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